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Irmãos de Toffoli tiveram como sócio fundo de gestora ligada ao Master

Ministro do STF é responsável pelo inquérito que investiga movimentações do Master. O banco teve a liquidação extrajudicial decretada

12/01/2026 às 16h04
Por: Redação Fonte: Metrópoles
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Michael Melo/Metrópoles
Michael Melo/Metrópoles

Um fundo de investimentos conectado à teia supostamente usada pelo Banco Master em fraudes investigadas por autoridades aparece como sócio de duas empresas ligadas a irmãos e primos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.

Pelo menos menos até maio de 2025, o Arleen Fundo de Investimentos teve ações da Tayayá Administração e Participações, responsável por um resort em Ribeirão Claro (PR). O empreendimento pertencia em parte à família de Toffoli, estando à frente José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli.

O fundo Arleen também aparece com participação direta na DGEP Empreendimentos, uma incorporadora imobiliária também na mesma localidade que tinha como um dos sócios um primo do ministro da Corte Suprema.

A ligação dos investimentos com o caso Master ocorre por uma cadeia de fundos. O Arleen aparece como um dos cotistas do RWM Plus. O RWM Plus recebeu investimentos de fundos ligados ao Maia 95, que é um dos seis apontados pelo Banco Central como integrantes da suposta teia de fraudes do Banco Master, de Daniel Vorcaro. O fundo Arleen, no entanto, não é alvo de investigação.

O Arleen e todos os demais fundos da suposta teia fraudulenta têm como administradora a Reag, que também cuidava de fundos ligados a Vorcaro. Ela é investigada na Operação Carbono Oculto, por suspeita de lavar dinheiro para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

A defesa de Vorcaro afirmou, por meio de nota, que não há irregularidades ou envolvimento do Banco Master com fraudes, fundos ilícitos ou movimentações com o objetivo de beneficiar terceiros. “O banco nunca foi gestor, administrador ou cotista dos referidos fundos”, afirmou a defesa, por meio de nota. Ao jornal o ministro e os parentes dele não se manifestaram.

Investigadores apontam que havia uma cadeia de fundos administrados pela Reag era supostamente usada para desviar dinheiro emprestado pelo Master. Isso teria a cumplicidade do banco.

Dias Toffoli

O ministro Dias Toffoli é o relator do inquérito que apura as fraudes do Master. Desde então, o ministro tornou o inquérito sigiloso e convocou acareação entre os investigados e um diretor do Banco Central, responsável pela fiscalização do sistema bancário, ação que foi criticada politicamente.

O Banco Master teve a liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central no dia 18 de novembro deste ano no âmbito de investigação que apura suposto esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional, entre elas o Banco de Brasília (BRB).

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