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"Temos que agir", diz ministra das mulheres sobre estupro no Rio

Márcia Lopes tratou do tema em seminário pelo fim da violência no país

04/03/2026 às 17h07
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
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A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, reiterou nesta quarta-feira (4) o compromisso do Estado no combate ao feminicídio, principalmente para conter casos de violência como o estupro coletivo da menina de 17 anos no Rio . De acordo com ela, indignação apenas não basta.

“São cinco jovens, e a gente se pergunta o porquê. Até onde vamos? Quando a Maria da Penha conta a sua história, quando a Juliana que levou 61 socos conta a sua história, não podemos ficar só indignados e estarrecidos, temos que agir.”

A ministra fez o comentário – na abertura do Seminário “Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres” – organizado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (apelidado de Conselhão), no Palácio do Planalto.

A violência ocorreu no dia 31 de janeiro e foi denunciada pela mãe da jovem vítima. O terceiro envolvido , filho do ex-subsecretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo do Rio de Janeiro, foi preso nesta manhã.

Agenda de março

Márcia Lopes reforçou que em todo o mês de março o governo federal terá atividades em alusão ao Dia Internacional das Mulheres, lembrado em 8 de março , e que as mensagens levadas pelos integrantes do Conselhão têm o poder de mudar a realidade do país.

“Neste país que é tão grande – somos 107 milhões mulheres –, quem cuida das mulheres, quem assegura a liberdade e a igualdade de gênero, cuida da sociedade e projeta o país de futuro que projetamos e sonhamos”, questionou.


A ministra ainda destacou o compromisso firmado entre os Três Poderes para focar em medidas pelo enfrentamento contra o feminicídio e pela garantia da vida de meninas e mulheres.

“Vamos compor uma agenda comum que radicalize e ponha o dedo onde é preciso para fazer chegar as ações aos estados e nos municípios.”

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Intervir, proteger e denunciar

No diálogo entre representantes do governo e da sociedade civil, a conselheira e empresária brasileira Luiza Helena Trajano defendeu que, em briga de marido e mulher, os empresários devem, sim, "meter a colher".

A executiva abordou a campanha “Isto tem nome. É Assédio Sexual”, do grupo Mulheres do Brasil, para explicar formas de comportamentos abusivos, assédio sexual e moral, especialmente no ambiente de trabalho.

Luiza Trajano convocou o empresariado brasileiros a se unir no combate às violências de gênero e a conhecer os órgãos públicos que já desenvolvem ações sobre o tema. “Garanto que o custo de prevenir é barato e muito menor do que o custo de perder uma colaboradora no curso deste processo.”

Criado em 2013, o grupo Mulheres do Brasil reúne mulheres de diversos segmentos com o objetivo de engajar a sociedade civil na conquista de igualdade de oportunidades entre gêneros e raças.

Acompanhe aqui o seminário:

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