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PF disse ao STF que troca de comando de caso sobre Lulinha foi “burocracia”

A explicação da corporação foi dada ao ministro André Mendonça, que ficou incomodado com a mudança

25/05/2026 às 18h57
Por: Redação Fonte: CNN Brasil
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Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) • :JUCA VARELLA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/
Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) • :JUCA VARELLA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/

Matheus Teixeira e Elijonas Maia, da CNN Brasil, Brasília

Em ofício encaminhado ao ministro André Mendonça, a Polícia Federal afirmou que tratou-se de questão “burocrática” a decisão de mudar a divisão interna responsável pelas investigações sobre o INSS, o que resultou na saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva da coordenação do caso.

A afirmação foi dada em resposta ao magistrado, que é relator da investigação que tem como alvo, entre outros nomes, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ofício foi enviado no início do mês. Depois, no dia 15, o magistrado recebeu integrantes da PF para entender as mudanças promovidas pela corporação.

A oposição tem explorado a troca e acusado a polícia de tentar blindar o filho do chefe do Executivo.

A polícia, no entanto, afirma que apenas mudou a apuração da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq), responsáveis por casos que envolvem autoridades com foro privilegiado

Por meio de nota, a PF afirmou que a mudança “foi concebida para assegurar maior eficiência e continuidade às investigações, uma vez que a Cinq possui estrutura permanente voltada justamente à condução de operações sensíveis e complexas com tramitação perante o STF (Supremo Tribunal Federal).

A mudança, porém, levou à saída de Silva como coordenador das apurações, o que, na visão de Mendonça, segundo interlocutores ouvidos pela CNN, não tinha razão para ocorrer.

Foi esta divisão interna a responsável por pedir a quebra de sigilos de Lulinha. Foi essa coordenação também que fez a negociação da delação premiada do empresário Mauricio Camisotti. A proposta foi enviada ao STF, mas teve que retornar para ser refeita do zero, com a participação da PGR (Procuradoria-Geral da República).

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