


Enquanto a empresa mineradora Barrick afirmou, em comunicado à imprensa do Chile, que os trabalhadores estão bem, seguros e com instalações preparadas para este tipo de emergência climática, os mineiros denunciam fala de estrutura e condições mínimas.
A empresa afirmou que “a equipe permanece em instalações preparadas para enfrentar esse tipo de contingência, com acomodações com isolamento térmico , fornecimento de energia, alimentos e água potável “, e complementou que a conectividade no local está prejudicada devidos às chuvas.
Por outro lado, um dos trabalhadores, em mensagem enviada a Rádio ADN, descreveu o cenário do acampamento do projeto de mineração como crítico.
“A esta hora, 04h38, o frio me acorda. Sem aquecimento, não temos as mínimas condições de sobrevivência, racionando água, sem banheiros, com o sistema de encanamento congelado. Tudo colapsou: a estação de tratamento de esgoto e a estação de água potável não estão operando. Também estamos racionando a alimentação. Precisamos sair”, relatou em mensagem ao jornal.
O mesmo trabalhador acusou a empresa de mentir no comunicado. “A empresa mente. Eles estão comunicando que nós temos todos os serviços, manipulando as informações. Isso é um pedido de socorro “, declarou, em anonimato.
O presidente da Confederação de Mineração do Chile também declarou, à CNN, que os trabalhadores têm enfrentado noites com temperaturas de 28 °C negativos, sem aquecimento e com tubulações congeladas que os deixam sem água.
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