
Anton Bridge, Kantaro Komiya, Mariko Katsumura, Hina Suzuki, Tim Kelly, John Geddie, Chang-Ran Kim e Kate Mayberry, da Reuters
Um terremoto com magnitude preliminar de 7,1 atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, nesta terça-feira (28), deixando milhares de casas sem energia, causando transtornos no trânsito e levando à emissão de ordens de retirada e alertas de tremores secundários.
Segundo o USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos), o tremor aconteceu a uma profundidade de 10 quilômetros. A agência também classificou o tremor do solo como "severo", com nível 8 — em uma escala de 1 a 10.
Em declaração à imprensa em seu gabinete em Tóquio, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou que a extensão dos danos materiais e das vítimas ainda estava sendo avaliada.
"Já fomos informados de que houve feridos", disse Takaichi. "Houve cortes de energia e incêndios em algumas áreas, além de danos a estradas e pontes e o desabamento de prédios. Acima de tudo, peço a todos que tomem medidas para se protegerem, incluindo a retirada para um local seguro."
A emissora pública NHK mostrou diversos prédios em chamas ou desabados, grandes rachaduras ao longo das estradas, incluindo uma rodovia elevada, e um trem de carga descarrilado.
Mais de 150 mil pessoas foram orientadas a se dirigir a centros de retirada, informou a agência de gerenciamento de desastres.
A TSMC, maior fabricante de chips sob encomenda do mundo, retirou funcionários de sua fábrica na região por precaução, disse um porta-voz da empresa.
Um porta-voz da fabricante de eletrônicos Sony, que também possui uma fábrica na região, disse que estava monitorando a situação.
Moradores das áreas que sentiram os tremores mais fortes devem ficar atentos a novos terremotos fortes por cerca de uma semana, bem como ao risco de deslizamentos de terra, alertou um funcionário da JMA (Agência Meteorológica do Japão, na sigla em inglês).
O governo japonês emitiu alertas de terremoto para as prefeituras de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki, todas na ilha de Kyushu, no sul do Japão.
A Agência Meteorológica do Japão também emitiu inicialmente um alerta de tsunami para uma onda de um metro, mas posteriormente o cancelou.
O Japão é um dos países mais propensos a terremotos no mundo, com um tremor ocorrendo pelo menos a cada cinco minutos.
Localizado ao longo do "Anel de Fogo", uma região de vulcões e fossas oceânicas que circunda parcialmente a Bacia do Pacífico, o Japão responde por cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6,0 ou superior no mundo.
A Kyushu Electric Power informou que cerca de 40 mil residências ficaram sem energia elétrica em decorrência do último terremoto, enquanto a empresa ferroviária JR Kyushu anunciou a suspensão de seus serviços, incluindo os trens-bala de alta velocidade.
O aeroporto de Kumamoto também fechou sua pista, já que as companhias aéreas desviaram e cancelaram voos.
As operadoras de telecomunicações KDDI e Docomo informaram que houve interrupções em seus serviços de telefonia móvel devido à falta de energia e falhas nas linhas de transmissão.
Não foram relatadas irregularidades nas usinas nucleares da região, segundo a autoridade reguladora nuclear do Japão.
Um terremoto devastador em Kumamoto, há 10 anos, matou 275 pessoas e feriu outras 2.739, segundo dados oficiais, além de danificar milhares de edifícios, incluindo o castelo da cidade, um dos principais pontos turísticos.


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