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Dino manda reintegrar Andrei ao cargo de diretor-geral da PF

Rodrigues havia sido afastado na 3ª feira (8.set.2026) pelo ministro André Mendonça

09/09/2026 às 08h14
Por: Redação Fonte: Poder360
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Gustavo Moreno/STF / Ton Molina/STF
Gustavo Moreno/STF / Ton Molina/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, determinou nesta 4ª feira (9.set.2026) a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Na 3ª feira (8.set), ele havia sido afastado por determinação do ministro André Mendonça. Leia a íntegra (PDF – 254 kB).


Esta reportagem será atualizada.


AFASTAMENTO DE ANDREI DA PF

  • Decisão de Mendonça – o ministro André Mendonça, do STF, determinounesta 3ª feira (8.set.2026) o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal;
  • Motivação – Mendonça afirmou haver indícios de que a PF produziu relatórios paralelos sobre sua atuação no caso Banco Master, prática que classificou como “arapongagem institucional”;
  • Moraes sabia – segundo Mendonça, Alexandre de Moraes tinha conhecimento prévio dos relatórios que depois foram usados para incluí-lo no inquérito das fake news;
  • Maioria no STF – a 2ª Turma já formou maioria para manter o afastamento. Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques votaram pela medida;
  • Gilmar suspende julgamento – Gilmar Mendes pediu vista e interrompeu a análise. O afastamento continua valendo enquanto o julgamento não é retomado;
  • PF contesta – a corporação sustenta que sua atuação foi técnica e regular. O diretor-executivo William Marcel Murad saiu em defesa de Andrei e disse que a PF não se deixará abalar por “ataques”;
  • Cúpula da PF reage – os 11 diretores da corporação colocaram os cargos à disposição do diretor-geral interino, William Marcel Murad, em apoio a Andrei e Almada. Classificaram as acusações como “ataques injustificados”;
  • AGU vai recorrer – a Advocacia Geral da União anunciou que recorrerá da decisão. O governo sustenta que Mendonça interferiu em uma atribuição do presidente da República.
  • AGU vai recorrer – a Advocacia Geral da União prepara recurso contra o afastamento. O principal argumento é que a nomeação e a exoneração do diretor-geral da PF são atribuições do presidente da República;
  • Impasse jurídico – a lei estabelece que o diretor-geral da PF é nomeado pelo presidente, mas não diz expressamente que só o chefe do Executivo pode determinar seu afastamento preventivo;
  • Caso está no STF – a decisão de Mendonça abriu uma nova frente na crise envolvendo integrantes da Corte e a cúpula da PF;
  • Planalto tenta conter crise – Palácio do Planalto, políticos aliados de Lula e uma ala do Supremo Tribunal Federal estão colocando em prática um acordopara preservar ao máximo o ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente da Corte, de ser investigado sobre as suspeitas que pesam contra ele a respeito de possível relacionamento impróprio e ilegal com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
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