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Mendes critica reajuste no TJ e vê “efeito cascata” de R$ 1,6 bi

Judiciário tenta aprovar projeto na AL que prevê aumento salarial; impacto direto é de R$ 42 milhões

06/11/2025 às 20h49
Por: Redação Fonte: MidiaNews
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Yasmin Silva/MidiaNews
Yasmin Silva/MidiaNews
JONAS DA SILVA E CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O governador Mauro Mendes (União) defendeu que a aprovação do reajuste de 6,8% na remuneração dos servidores do Judiciário vai abrir precedentes para reivindicação dos servidores de outros Poderes. Para ele, a medida vai gerar um "efeito cascata" com impacto de R$ 1,6 bilhão nos cofres públicos. 

Por que vai aprovar para um e não vai aprovar para outro? O salário médio do Executivo é muito menor que lá do Judiciário

“Por que vai aprovar para um e não vai aprovar para outro? O salário médio do Executivo é muito menor que lá do Judiciário ou até de outros Poderes”, disse ele em conversa com a imprensa na tarde desta quinta-feira (6).

“Se der 7% de aumento para o Judiciário, por que que lá na Assembleia Legislativa o servidor não vai querer mais 7%? Por que o TCE não vai querer mais 7%? Por que no Ministério Público não vai querer mais 7%? Por que só o Executivo não vai dar 7%?”, questionou.

Um projeto de lei encaminhado pelo Tribunal de Justiça (TJMT) está em tramitação na Assembleia para reajustar o salário dos servidores. O reajuste deve beneficiar cerca de 3,5 mil servidores concursados e, segundo o TJ, terá impacto de R$ 42 milhões ainda neste ano. O reajuste contempla 9 cargos no tribunal.

Nesta semana, a votação da medida foi paralisada por um pedido de vista do deputado Eugênio de Paiva (PSB). A matéria deve retornar para análise na semana que vem.

Segundo Mendes, para realizar aumentos salariais será preciso retirar investimentos de outros setores. “Se eu dou mais aumento para eles, tenho que tirar de algum lugar. O dinheiro não é meu, é do cidadão. Vou fazer uma consulta pública: se o cidadão de Mato Grosso quiser que eu aprove, eu aprovo. Não tem problema. Estou cuidando do dinheiro dos mato-grossenses, não do meu”.

Sem enfrentamento

Mendes disse entender como legítimo o debate do assunto na Casa de Leis, inclusive com a presença de membros do Judiciário. E negou “enfrentamento” com a Assembleia e o Judiciário.

“É um debate legítimo e democrático da Assembleia, como é legítimo eu fazer minhas análises e tomadas de decisões”, disse.

“Nunca fui nos corredores da Assembleia para pressionar deputados para votar ou deixar de votar [...] Mas não vejo problema nenhum que alguma categoria, que algum servidor, algum produtor, vá lá. Não vejo nenhum problema nisso”, completou.

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