
A Justiça de Mato Grosso determinou que o homem que matou a tia Maria Zélia da Silva, de 55 anos, e arrancou o coração dela, em Sorriso (MT), em 2019, volte para o hospital psiquiátrico, sob o monitoramento da segurança pública. Lumar Costa da Silva voltou a ser preso novamente na sexta-feira (14), em São Paulo, por descumprir medidas impostas para que ele deixar o Hospital Adauto Botelho, em Cuiabá, em junho deste ano.
Lumar teria se envolvido em outro crime e ainda deixado de fazer o tratamento psiquiátrico ambulatorial e de fazer uso regular das medicações. Conforme a decisão que determinou a nova prisão, Lumar está respondendo a uma denúncia de violência doméstica.
“O novo delito noticiado nos autos guarda o mesmo contexto de violência doméstica e familiar do delito que ensejou o fato ora objeto de medida de segurança. “, diz trecho da decisão do juiz da Vara de Execuções Penais de Cuiabá, Geraldo Fidélis.

Maria Zélia da Silva, tia e vítima do crime cometido por Lumar (Foto: arquivo pessoal)
Diante disso, o magistrado determinou a detenção de Lumar, a fim de “evitar ocorrência de mal maior”. “Dessa forma, diante da gravidade concreta do novo fato e do potencial alteração do estado psíquico revogo a desinternação anteriormente concedida e decreto a prisão do paciente Lumar da Costa Silva, para que reinserido em medida de segurança na modalidade de internação”, diz, em trecho da decisão.
Na decisão, Fidelis solicitou a transferência de Lumar para Mato Grosso. Desde que deixou o Adauto Botelho, ele estava sob a guarda do pai, em Campinas.
O magistrado determinou que Lumar seja encaminhado ao Centro Integrado de Assistência Psicossocial (CIAPS) Adauto Botelho, para reavaliação do quadro clínico e proibiu o recolhimento em unidade prisional comum.
O sobrinho tinha se mudado para Mato Grosso havia quatro dias depois de tentar matar a mãe dele em Campinas. À época, a polícia que investigava o crime classificou o rapaz como ‘repugnante, monstro e perturbado’.
De acordo com a Polícia Civil, Lumar chegou em Mato Grosso no dia 28 de junho de 2019 para morar com a tia. No mesmo dia que chegou o rapaz entregou currículos na cidade. A família dizia que ele é considerado uma pessoa inteligente e fala duas línguas.
Ele é usuário de drogas e começou a usar entorpecente na casa dela. Religiosa, a vítima se sentia incomodada com as atitudes do sobrinho. A família arranjou uma quitinete para ele e o rapaz se mudou da casa.
Depois de ter sido preso, ele prestou depoimento e alegou ter ouvido ‘vozes’ que o orientaram a cometer o crime. Ele confessou o crime e não se disse arrependido.
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