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Médica admite erro em prescrição de adrenalina que matou menino de 6 anos

Benício deu entrada com suspeita de laringite, recebeu medicação e sofreu seis paradas cardíacas após aplicação de adrenalina intravenosa

29/11/2025 às 09h08
Por: Redação Fonte: SBTNews
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Documentos do Hospital Santa Júlia, de Manaus, mostram que a médica Juliana Brasil Santos admitiu ter errado ao prescrever a adrenalina na veia da criança Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, que morreu após receber a medicação de forma intravenosa. A informação é da Rede Amazônica.

Segundo a emissora, no relatório, Juliana relatou que chegou a comentar com a mãe da vítima que a medicação deveria ser aplicada por via oral e afirmou ter se surpreendido com o fato de a equipe de enfermagem não questionar a prescrição. A técnica Raíza Bentes Paiva, que aplicou a dose, teria seguido exatamente o registro assinado pela médica.

Outro relatório, elaborado pela UTI Pediátrica, confirma que Benício deu entrada após a “administração errônea de adrenalina intravenosa”. O documento relata que o menino apresentou taquicardia, palidez, dificuldade respiratória e quadro de “infecção por drogas que afetam o sistema nervoso”.

De acordo com os pais, a criança morreu instantes após receber a medicação incorreta. A denúncia foi formalizada na terça-feira (25).

Ministério Público pede suspensão do registro

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) manifestou-se favorável ao pedido de suspensão dos registros profissionais da médica Juliana Brasil Santos e da técnica de enfermagem Rayssa Marinho, envolvidas no atendimento da criança.

A manifestação foi assinada pelo promotor Fabrício Santos de Almeida e anexada aos autos do pedido de prisão solicitado pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). Segundo o MP, existe “justo receio” de que a permanência das profissionais na função possa representar

A Polícia Civil pediu a prisão da médica, mas a Justiça determinou que ela responderá ao processo em liberdade, após a concessão de um habeas corpus preventivo. O MP-AM recomendou medidas cautelares, como suspensão do exercício profissional, proibição de sair de Manaus sem autorização judicial e proibição de se aproximar da família da vítima. As mesmas medidas foram solicitadas para a técnica de enfermagem Rayssa Marinho.

O delegado Marcelo Martins, do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), afirmou que o caso é investigado como homicídio doloso qualificado pela crueldade.

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