
O ator Henri Castelli sofreu uma convulsão durante uma prova de resistência do BBB 26, na manhã desta quarta-feira (14). Segundo a Globo, o artista está consciente e apresenta quadro estável de saúde.
De acordo com o Ministério da Saúde, a convulsão é caracterizada por espasmos e/ou tremores musculares involuntários em um músculo isolado ou em todo o corpo. Diversos neurônios do cérebro descarregam ao mesmo tempo impulsos nervosos, de forma repentina e inesperada.
Segundo o neurocirurgião Fernando Gomes, professor livre-docente da USP (Universidade de São Paulo), a crise pode ter causas variadas. Entre elas, estão: epilepsia, Acidente Vascular Cerebral (AVC), trauma craniano, infecções como meningite ou encefalite, distúrbios metabólicos e intoxicações por álcool, drogas recreativas ou certos medicamentos.
"Além disso, fatores precipitantes como estresse emocional, privação de sono e luzes intermitentes podem desencadear convulsões em indivíduos suscetíveis", afirma o médico.
Os principais sintomas, segundo o Ministério da Saúde, são:
Também podem ocorrer o aumento da salivação, vômitos e sudorese excessiva.
É importante manter a calma em situações como esta. O primeiro passo ao se aproximar da pessoa em crise convulsiva é garantir que ela tenha as vias aéreas abertas. Para isso, é importante deixá-la de lado, com a cabeça um pouco levantada e apoiada lateralmente. Isso vai evitar a aspiração de saliva ou vômito.
Além disso:
❌ Não tente conter os movimentos da pessoa em crise, segurando ou abraçando, por exemplo.
❌ Não coloque nada na boca da pessoa, nem tente segurar ou puxar a língua para fora.
Quando a crise terminar, a pessoa pode permanecer confusa, sonolenta ou desorientada. Permaneça ao seu lado até que ela esteja recuperada e segura.
Segundo Gomes, convulsões podem ser bastante comuns, especialmente em casos de febre em crianças ou em indivíduos com epilepsia. Uma primeira convulsão ou convulsões que se repetem, entretanto, requerem avaliação médica aprofundada.
"É fundamental consultar um neurologista ou um médico especialista após um episódio convulsivo para determinar a causa subjacente e o tratamento adequado", afirma.
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