
As canetas para o tratamento do sobrepeso e da obesidade, conhecidas como canetas emagrecedoras, popularizaram-se como uma opção que leva à perda rápida de peso. Os medicamentos são fabricados com princípios-ativos aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas algumas pessoas acabam se arriscando no mercado clandestino e compram opções falsificadas.
A promessa de alcançar resultados com um produto muito mais barato, sem a exigência de prescrição médica, enche os olhos de quem tenta emagrecer, mas também coloca vidas em risco.
No Brasil, a Anvisa é a responsável por avaliar, registrar e fiscalizar medicamentos. Se um produto é fabricado e vendido sem passar pela agência, o consumidor corre o risco de estar injetando no próprio corpo substâncias sem a certeza da procedência, com substâncias contaminadas ou de outro tipo de remédio.
No Brasil, apenas 12 canetas injetáveis têm o registro sanitário da Anvisa para o tratamento da diabetes tipo 2 e do sobrepeso e obesidade. Os produtos que podem ser comercializados legalmente são:
Algumas características devem ser levadas em consideração antes da compra do medicamento. Desconfie se o estabelecimento que vende não cobra a receita e oferece o produto por preços muito abaixo do mercado.
As canetas injetáveis só podem ser comercializadas por estabelecimentos farmacêuticos, farmácias ou drogarias. A venda em lojas de comércio eletrônico — salvo os portais das próprias farmácias —, por pessoas físicas ou em clínicas de estética não é autorizada.
Outro ponto importante a se observar é o preço. Valores muito abaixo do cobrado em farmácias são motivo de desconfiança. No Brasil, os preços dos medicamentos seguem a tabela da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
Por fim, é importante ter a noção de como é a caneta original e a caixa em que é vendida. O paciente não deve adquirir medicamento com a embalagem visivelmente alterada, com instruções em idioma estrangeiro, com aparência diferente da registrada e com informações incorretas sobre o produto.
“Algumas das canetas falsificadas apareceram nas redes sociais, e são um pouco diferentes. Ter a noção de como é a caneta original é importante. Entender que tem que vir dentro de uma caixa que deve ser refrigerada, tudo isso é uma forma de minimizar a chance de compra de remédios falsificados”, afirma o médico Alexandre Hohl, vice-presidente do Departamento de Endocrinologia Feminina, Andrologia e Transgeneridade (DEFAT) da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
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