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Corretora morta em Goiás: entenda dinâmica do crime, segundo a polícia

Crime envolveu uma emboscada planejada, ocultação de provas e do corpo da vítima; conclusão será validada após a finalização dos laudos periciais

29/01/2026 às 10h26
Por: Redação Fonte: CNN Brasil
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Reprodução
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A Polícia Civil de Goiás divulgou o que, por ora, apresenta ser a dinâmica do crime contra a corretora Daiane Alves Souza, 43 anosencontrada morta na madrugada desta quarta-feira (28), em uma região de mata em Caldas Novas, no sul do estado.

A conclusão do crime será validada após a finalização dos laudos periciais e encerramento do inquérito policial.

A morte, que envolveu uma emboscada planejada no Condomínio Amethist Tower, segundo a polícia, traz o síndico do condomínio, Cléber Rosa de Oliveira, e seu filho, como os personagens centrais do crime.

Entenda contexto

A polícia acredita que o síndico desligou propositalmente a energia elétrica do apartamento de Daiane para atraí-la até o subsolo do prédio.

Segundo a família da vítima, o fornecimento de energia na unidade já vinha sofrendo interrupções recorrentes desde o início de 2025.

Dinâmica do crime

Por volta das 19h do dia 17 de dezembro de 2025, Daiane desceu para religar o disjuntor e foi abordada pelo síndico enquanto filmava os relógios de energia com seu celular.

A polícia acredita que o assassinato tenha ocorrido em um intervalo de aproximadamente oito minutos. Este foi o tempo entre o sumiço dela das imagens e a passagem de outra moradora pelo local.

A polícia acredita que após o cometimento do crime - no qual tudo indica, segundo a polícia, que tenha ocorrido ainda no subsolo do prédio -, o síndico teria evitado os elevadores, utilizando as escadas — que não possuíam cobertura de câmeras — para transportar o corpo e evitar ser filmado.

A provável ocultação das imagens, após identificação de um corte de dois minutos nos registros das câmeras de segurança do subsolo, no momento do crime, será periciada e constará no relatório final da polícia.

Ocultação e confissão

síndico levou os agentes até uma área de mata em Caldas Novas onde havia abandonado o cadáver. Embora a confissão não tenha sido feita em depoimento formal, na prática, a polícia já considera esse gesto como uma admissão de envolvimento no crime.

Michael, filho do síndico, foi preso por suspeita de obstrução da investigação. Segundo a polícia, ele teria substituído o celular do pai para prejudicar a coleta de provas e praticado outras ações para atrapalhar o trabalho das investigações.

A conclusão da Polícia Civil é que o síndico possuía "meios, modos e motivos" para o crime, fundamentados em um histórico de perseguição e nos 12 processos judiciais que a corretora movia contra ele. Cléber responderá por homicídio e ocultação de cadáver.

 

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