
O Paquistão declarou “guerra aberta” contra o governo Talibã do Afeganistão. O anúncio foi emitido nesta sexta-feira (27) pelo ministro da Defesa, Khawaja Mohammad Asif, que disse ter “perdido a paciência” com o aumento de ataques entre os países, que compartilham 2,6 mil km de fronteira.
A declaração de guerra foi seguida por ataques aéreos em Cabul, capital do Afeganistão. Os bombardeios foram em resposta ao ataque transfronteiriço contra o Paquistão na noite de quinta-feira (26), e atingiram 22 alvos militares afegãos.
Segundo o porta-voz militar do Paquistão, Ahmed Sharif Chaudhry, 274 oficiais e militares do Taliban morreram nos ataques, enquanto no país foram registradas as mortes de 12 soldados.
Essa é a mais recente escalada de violência entre os vizinhos, que estão com as relações deterioradas desde os combates de outubro do ano passado, que mataram mais de 70 pessoas de ambos os lados. Um cessar-fogo mediado pelo Catar chegou a ser implementado, mas os países continuaram com ataques pontuais.
O Paquistão acusa o Afeganistão de não agir contra grupos militantes que realizam ataques terroristas no país, como o TTP (Tehreek-e-Taliban) e do Estado Islâmico. A acusação é rejeitada pelo Talibã, que nega permitir a operação dos grupos no território afegão.
A escala do conflito chegou ao Irã, que ofereceu ajuda para mediar o diálogo entre os países. “A República Islâmica do Irã está pronta para fornecer toda a assistência necessária para facilitar o diálogo e contribuir para melhorar o entendimento e a cooperação entre os dois países”, disse o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, em publicação nas redes sociais.
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