Após confirmado o assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, as autoridades do país persa prometeram uma retaliação ainda maior, com ataques a bases dos Estados Unidos (EUA) no Oriente Médio e a Israel.
Em resposta, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaça usar força “nunca antes vista” caso o Irã aumente o nível dos ataques. Por sua vez, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu ao “povo do Irã” que vá às ruas para “derrubar o regime” dos aiatolás.
As autoridades do Irã anunciaram a formação de um Conselho de Liderança interino para conduzir o país até a escolha do novo líder supremo .
O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, destacou que os EUA e Israel não poderão “dobrar a nação iraniana” e que o país seguirá firme após a morte de Khamenei.
“Ontem, o Irã lançou mísseis contra os Estados Unidos e Israel, e eles causaram danos. Hoje, nós os atingiremos com uma força que eles jamais experimentaram”, informou a autoridade iraniana em rede social.
A ameaça de novas retaliações foi respondida pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que sugeriu que o país não retalie as agressões sofridas .
“É melhor que não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”, disse o mandatário estadunidense.
Por sua vez, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi à TV pedir ao “povo do Irã” que vá às ruas protestar para derrubar o governo iraniano, uma vez que atacará “milhares” de alvos nos próximos dias .
“Chegou a hora de vocês irem às ruas, irem às ruas aos milhões, para terminar o trabalho, para derrubar o regime de terror que tornou suas vidas miseráveis”, disse o chefe de governo de Tel Aviv.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do Irã destacou que a agressão de Israel e dos EUA é um risco para todo o mundo, violando o direito internacional.
“Sem dúvida, a indiferença e a inação diante dos crimes organizados e da opressão dos Estados Unidos e do regime sionista encorajarão os agressores e colocarão o mundo e as futuras gerações sob a sombra de graves consequências”, disse o comunicado da chancelaria iraniana.
Pela segunda vez em oito meses, Israel e os EUA lançam uma agressão contra o Irã em meio às negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa.
Ainda no primeiro governo Trump, os EUA abandonaram o acordo firmado em 2015, sob o governo de Barack Obama, para inspeção internacional do programa nuclear iraniano. Israel e EUA sempre acusaram Teera de buscar armas nuclearas.
Os iranianos, por sua vez, defendem que o programa é para fins pacíficos e se colocavam à disposição para inspeções internacionais .
Por outro lado, Israel, mesmo acusado de ter bombas atômicas , nunca permitiu qualquer inspeção internacional do seu programa nuclear.
Ao assumir seu segundo mandato em 2025, Trump iniciou nova ofensiva contra Teerã exigindo, além do desmantelamento do programa nuclear, o fim do programa de mísseis balíscos de longo alcance e o fim do apoio a grupos de resistência a Israel como o Hamas, na Palestina, e Hezbollah, no Líbano.
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