
Carlo Ancelotti convocou oito novidades para os amistosos da Seleção Brasileira contra a França, no dia 26 de março, e a Croácia, em 31 de março. Entre os novos nomes, destacam-se três atletas do setor — Léo Pereira (Flamengo), Bremer (Juventus) e Ibañez (Al-Ahli). Com exceção do defensor rubro-negro, parte do público brasileiro ainda conhece pouco o potencial dos demais jogadores.
Na entrevista que se seguiu ao anúncio da lista de 26 jogadores, Ancelotti confirmou que três zagueiros já estão definidos: Marquinhos, Gabriel Magalhães e Éder Militão, este último ainda em processo de recuperação, como ressaltou o treinador. O comandante também afirmou que serão cinco vagas para o setor defensivo, com duas em aberto; nesse cenário, Bremer e Ibañez surgem como opções de última hora, já que não haviam sido convocados pelo italiano desde que assumiu o cargo, e tentam assegurar um lugar no grupo.
Os casos de Gleison Bremer e Roger Ibañez apresentam semelhanças em alguns aspectos. Ambos tiveram pouca exposição no Brasil, o que ajuda a explicar a surpresa de parte dos torcedores com suas convocações.
O primeiro foi promovido ao futebol profissional do Atlético-MG em 2017 e atuou até 2018, período em que disputou 33 partidas. Já o segundo iniciou por equipes de menor expressão no início da carreira, mas integrou as categorias de base do Fluminense, clube no qual atuou como profissional entre 2018 e 2019, com 39 jogos ao todo. Além disso, ambos são zagueiros destros, mas com capacidade para atuar com eficiência pelo lado esquerdo da defesa.
Em 2018, Bremer chegou ao Torino, onde se destacou por quatro anos, até ser contratado pela rival Juventus em 2022, clube que defende até hoje. Ele já foi eleito o melhor zagueiro do país na temporada 2021/22, ainda pelo Granata, e integrou a seleção ideal da liga nacional italiana em três oportunidades.
Qualidades como força física e domínio no jogo aéreo foram determinantes para que ele se consolidasse como um dos principais zagueiros brasileiros no futebol europeu nesta década. Bremer tem contrato com a Vecchia Signora até 2028, entidade a qual conta com total confiança do elenco e é considerado um pilar fundamental no sistema defensivo da equipe comandada por Luciano Spalletti.
Com cinco exibições pela Seleção no currículo, já é um nome experiente em termos de Copa do Mundo, por participar da última edição, em 2022. Hoje, aos 28 anos, volta a se credenciar como uma peça importante, caso consiga se manter em boas condições físicas até a disputa do próximo Mundial. O zagueiro volta a vestir a camisa verde e amarela após quase dois anos desde a última convocação e comemorou a oportunidade.
— É uma enorme felicidade voltar à seleção brasileira quase dois anos depois. Passei momentos muito difíceis, uma lesão grave no joelho e depois mais uma cirurgia no menisco, mas a esperança de voltar à seleção e de lutar por uma vaga na Copa do Mundo sempre esteve ali. Vou honrar essa camisa, a maior do mundo, com toda a minha força, trabalho e paixão. Obrigado, Brasil — disse Bremer.

Ibañez, por sua vez, também escolheu a Itália para dar os primeiros passos no futebol europeu, inicialmente pela Atalanta, em 2019, mas foi na Roma que ganhou espaço, primeiro por empréstimo e, posteriormente, em definitivo, a partir de 2021.
No clube, conquistou a Conference League na temporada 2021/22. Em agosto de 2023, aceitou proposta do Al-Ahli e deixou o futebol europeu ainda jovem, onde atua até hoje; pelo clube saudita, foi campeão da Supercopa da Arábia de 2025 e da Champions League Elite de 2024/25, além de ser apontado como um dos melhores jogadores de sua posição no país pela imprensa local.
Com 1,85 m de altura, trata-se de um defensor móvel, caracterizado pela velocidade — sobretudo em comparação a outros jogadores da posição — e pela qualidade na saída de bola desde a linha defensiva. O zagueiro não era convocado para a Seleção desde 2023 e, aos 27 anos, soma três partidas pela equipe nacional.

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