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Naco mira deputado e vereador por suspeitas de desvio de emendas

Recursos teriam sido destinados a institutos e devolvidos parcialmente aos parlamentares

30/04/2026 às 08h13
Por: Redação Fonte: Mídia News
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ANDRELINA BRAZ

DA REDAÇÃO

O deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e o irmão, vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento (União), foram alvos da Operação Emenda Oculta, deflagrada nesta quinta-feira (30). A ação apura o desvio de emendas parlamentares.

A investigação é conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do Ministério Público Estadual (MPE), e cumpre medidas cautelares de busca e apreensão contra servidores, particulares e os parlamentares.

Segundo informações apuradas pela reportagem, a investigação apura um esquema de desvio de emendas destinadas ao Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e ao Instituto Brasil Central (Ibrace).

De acordo com as investigações, os recursos eram repassados à empresa Sem Limite Esporte e Evento LTDA. Após o recebimento dos valores, a empresa devolvia parte do montante aos parlamentares responsáveis pelas emendas.

A ação é um desdobramento da Operação Gorjeta, que apurou o desvios de verbas do vereador Chico 2000 (PL) por meio do Instituto Ibrace.

Outra operação

No mês de janeiro de 2026, o vereador Chico 2000 foi alvo da Polícia Civil, que apurou o desvio de recursos públicos e a prática dos crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, tendo como vítima o município de Cuiabá, especialmente a Câmara Municipal e a Secretaria Municipal de Esportes.

Além do vereador, a operação também mirou o presidente do Instituto Brasil Central (Ibrace), Alex Jones Silva, e o empresário João Nery Chiroli, da empresa Chiroli Uniformes.

Segundo a investigação da Polícia Civil, o grupo, formado por servidores, empresários e o vereador, teria se associado para direcionar emendas parlamentares ao instituto e à empresa, sendo que parte dos recursos era posteriormente “devolvida” ao vereador Chico 2000, responsável pela destinação das emendas.

Após a operação, o juiz Cássio Leite de Barros Netto determinou a realização de auditoria, no prazo de 120 dias, em 12 emendas destinadas por vereadores de Cuiabá ao Instituto Brasil Central (Ibrace).

Das 12 emendas a serem auditadas, sete são de autoria do vereador Chico 2000, totalizando R$ 3,65 milhões. Ele foi afastado do cargo e teve bens bloqueados na operação, assim como o Ibrace.

Outras três emendas são de autoria dos vereadores Cezinha Nascimento (União), no valor de R$ 728 mil, e Dídimo Vovô (PSB), no total de R$ 100 mil, além do ex-vereador Dr. Luiz Fernando, que destinou R$ 350 mil. Os repasses foram realizados entre 2023 e 2025.

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