
Um dos maiores desafios do câncer de próstata é justamente sua capacidade de permanecer silencioso por anos. Na maioria dos casos, os tumores iniciais não causam dor, desconforto ou alterações urinárias, o que reforça a importância de discutir o rastreamento com um especialista.
O câncer de próstata é um dos tumores mais frequentes entre os homens e representa um importante problema de saúde pública. Quando sinais como dificuldade para urinar, sangue na urina ou dor óssea aparecem, a doença pode já estar em estágio avançado. Felizmente, quando identificado precocemente, as chances de tratamento e controle da doença costumam ser significativamente maiores.
O que é o rastreamento?
O rastreamento consiste na realização de exames em homens sem sintomas, com o objetivo de
identificar sinais da doença antes que ela se manifeste clinicamente.
Atualmente, o principal exame utilizado é o PSA (Antígeno Prostático Específico), realizado por meio de uma simples coleta de sangue. Dependendo do resultado e das características de cada paciente, o médico pode complementar a avaliação com exame físico da próstata e outros exames.
O objetivo não é diagnosticar câncer em todos os homens, mas identificar aqueles que apresentam maior risco e podem se beneficiar de uma investigação mais aprofundada.
Quem deve considerar o rastreamento
As recomendações mais recentes das sociedades médicas não defendem a realização indiscriminada de exames para toda a população masculina. Em vez disso, orientam uma estratégia individualizada, baseada nos fatores de risco e em uma conversa entre médico e paciente.
De maneira geral, homens a partir dos 50 anos devem conversar com seu urologista sobre os potenciais benefícios e limitações do rastreamento, avaliando individualmente a melhor estratégia para cada caso.
Alguns grupos merecem atenção especial e podem se beneficiar de uma avaliação mais precoce,
incluindo:
– Homens com histórico familiar de câncer de próstata;
– Homens negros;
– Portadores de determinadas alterações genéticas associadas ao aumento do risco da doença.
Nesses casos, a avaliação pode começar antes dos 50 anos, conforme orientação médica.
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