
A Polícia Federal informou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o repasse de R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse" levanta suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A corporação afirmou que pretende investigar a destinação efetiva dos recursos e a origem do dinheiro, segundo integrantes da PF e do Supremo ouvidos pelo SBT News.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) não se opôs à abertura da investigação solicitada pela Polícia Federal. A equipe de Paulo Gonet avaliou que o pedido da PF tem pertinência, sem fazer grandes considerações.
A Polícia Federal diz que um dos objetivos da investigação é esclarecer se o dinheiro repassado por Daniel Vorcaro, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), serviu para bancar seu irmão Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
A suspeita foi levantada pelo fato de os recursos terem sido repassados por Daniel Vorcaro, através da empresa Entre Investimentos, para um fundo no Texas controlado por um advogado próximo de Eduardo.
Quando o repasse dos recursos foi revelado pelo site The Intercept, Flávio Bolsonaro divulgou nota em que afirmava ser "falsa a insinuação" de que seu irmão Eduardo fosse o beneficiário dos recursos.
"Os aportes foram direcionados a um fundo específico da produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos."
A PGR foi contra a abertura de um inquérito sobre os mesmos fatos com base numa solicitação do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).
A Procuradoria entendeu que o pedido de Lindbergh era mais genérico e não reunia as provas como foi feito pela PF.
A equipe de Gonet também avalia haver diferença de pesos entre pedidos feitos pela autoridade policial e por políticos opositores dos alvos das notícias-crime.
O ministro André Mendonça, relator das investigações do caso Master, concordou com a avaliação da PGR e arquivou o pedido feito pelo deputado.
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