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Motociclista que levou PM na garupa para assassinar personal alega que não recuou por medo de morrer

Vitor Hugo Oliveira da Silva, preso nesta terça-feira (30) pelo envolvimento na morte da personal trainer Rozeli da Costa Nunes, de 33 anos, revelou que iria morrer caso recuasse com a moto no momento que percebeu que Raylton Duarte Mourão, policial militar e seu patrão, iria executar a mulher

01/10/2025 às 13h26
Por: Redação Fonte: Olhar Direto
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Reprodução/Olhar Direto
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Rozeli foi morta com seis tiros e Vitor, o condutor da motocicleta que levou o policial até o local do crime, foi preso enquanto tentava fugir para Cáceres.

Em entrevista coletiva concedida na manhã desta quarta-feira (1), na sede da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o delegado Bruno Abreu, que preside as investigações do caso, deu mais detalhes sobre as declarações do motociclista sobre sua participação no crime.

Ao delegado, Vitor contou que Raylton pediu a ele para sair às 3h30 da manhã para fazer um serviço. Nas palavras do motociclista, esse serviço seria de capinagem. Contudo, ele revelou que com o avançar das horas, notou que não havia capinagem alguma e que o “serviço” do policial seria algo mais sério e ruim.

“Ele foi se soltando e falando realmente, que quando foi quatro horas da manhã ele entendeu que não tinha capinagem alguma e já teria entendido que algum coisa ruim iria acontecer. Quando o Raylton avistou “olha, emparelha naquele carro que tá saindo da residência ali”. Então naquele momento, ele já sabia que o Raylton iria a vida da pessoa”, declarou Bruno.

O momento da execução foi registrado por câmeras de segurança. O vídeo mostra que no momento que eles estavam se aproximando do carro de Rozeli, a moto diminui para que Raylton abrisse fogo.

“Você tinha o livre arbítrio para parar aquela moto, você tinha o livre arbítrio para parar e volta aquela moto.
Você poderia não ter continuado. Ele falou assim; “poderia, mas continuei” Falei, por quê? “Porque o Raylton com certeza ia me dar um tiro se eu não parasse ali”. Então eu falei, mas você tinha o livre arbítrio para parar. Ele falou, tinha, mas que decidiu continuar com medo de morrer”, declarou o delegado. 

Raylton foi preso em uma ação conjunta da Polícia Militar, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Civil a caminho de Cáceres. Com ele, os policiais apreenderam uma mala e uma mochila. Por sua participação no crime, Vitor recebeu R$ 500,00 e um celular. O criminoso continua preso e passará por custódia nesta tarde.

 

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