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Grávida e bebê morrem após procurar atendimento em UPA de MT

O caso ocorreu no último dia 5, em Tangará da Serra; mulher ficou 13 dias internada na UTI

22/04/2026 às 16h44
Por: Redação Fonte: Mídia News
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LARISSA AZEVEDO

DA REDAÇÃO

Um vídeo que começou a circular nas redes sociais, nesta terça-feira (21), mostra os momentos que antecederam a morte de uma gestante e do seu bebê, em Tangará da Serra (253 km de Cuiabá), após buscar atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. 

Estamos indo embora. Estou levando ela, quase ganhando o neném, para caçar um outro hospital, porque aqui o negócio tá feio

O caso ocorreu no dia 5, e a gestante, que não teve a identidade revelada, ficou internada por 13 dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), antes de falecer. A família acusa a pasta do município de negligência com o caso. 

Nas imagens, gravadas pelo seu marido dentro de um carro, ele afirmou que estava deixando a UPA em busca de outro hospital, por causa da demora no atendimento.

“Estamos indo embora. Estou levando ela, quase ganhando o neném, para caçar um outro hospital, porque aqui o negócio tá feio”, disse no vídeo.

Segundo informações divulgadas pela secretária municipal de Saúde, Ângela Belizário, em entrevista ao site local Atual MT, após sair da UPA, o casal procurou um hospital particular, onde foi constatada a morte do bebê.

Conforme a secretária, não houve negligência da unidade pública, já que ela foi atendida poucos minutos após dar entrada, e optou por buscar atendimento particular ao saber que não havia profissional obstetra no momento e teria que aguardar a chegada de um. 

Ela informou ainda que, na avaliação dos profissionais que atenderam a paciente, o bebê já estava morto na barriga da paciente. 

“O bebê já estava morto há mais de dois dias, segundo a obstetra e o médico que fez a cirurgia e o parto dela. Em decorrência desse óbito fetal, a mãe teve complicações e faleceu por infecção generalizada”, disse ao site. 

Ao comentar o motivo de a morte fetal não ter sido identificada ainda na UPA, a secretária ponderou que esse diagnóstico nem sempre é imediato. “É muito relativo. O médico que faz a escuta pode muito bem ter escutado uma veia aorta ou outra coisa”, afirmou.

Posteriormente, segundo ela, a família retornou à unidade pública e a paciente foi internada em leito do Sistema Único de Saúde (SUS). Após a retirada do bebê, a equipe teria percebido o agravamento do quadro clínico da mulher.

“A família procurou a unidade dizendo que não tinha recursos, então fizemos a internação. Quando ela foi colocada no leito SUS, percebemos a gravidade do quadro”, disse.

A gestante ficou internada na UTI até o último domingo (19), quando faleceu em decorrência da infecção.

Um inquérito policial foi instaurado para apurar as circunstâncias da morte de mãe e filho, segundo Belizário. Há poucas informações sobre o pré-natal da vítima, que teria sido feito em uma unidade particular.

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