
A Corregedoria Geral da Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta terça-feira (12/5), quatro policiais civis investigados por extorsão qualificada e associação criminosa armada.
Segundo as apurações, os agentes teriam exigido R$ 1 milhão de um homem para não forjar um flagrante de tráfico de drogas contra ele.
A operação, batizada de Quina, foi realizada com apoio do Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).
Além das prisões temporárias, a Justiça autorizou mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio de até R$ 2 milhões em bens dos investigados.
De acordo com a apuração, os policiais levaram o homem até a Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Carapicuíba, na Grande São Paulo, sem justificativa legal.
A vítima teria permanecido dentro da unidade policial sob ameaça enquanto familiares eram pressionados a levantar dinheiro para evitar a prisão.
Segundo os investigadores, o homem só foi liberado após um parente entregar R$ 303 mil em espécie aos agentes em uma padaria, em Barueri. O restante do valor teria sido negociado em parcelas.
A investigação também identificou que um segundo homem, apontado como vítima de extorsão, teria participado do sequestro da mãe do ex-jogador Robinho, conforme apontam as autoridades.
Durante a operação, agentes apreenderam celulares, documentos e outros materiais, que serão submetidos à perícia.
Em nota, a Corregedoria afirmou que a ação reforça o compromisso da Polícia Civil com a legalidade, a ética e o combate rigoroso a desvios de conduta dentro da corporação.
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