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PF deflagra operação contra uso de aluguel de carros para desviar recursos

Medidas judiciais são cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais

01/07/2026 às 08h36
Por: Redação Fonte: CNN Brasil
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Dinheiro apreendido durante a terceira fase da Operação Rent a Car, batizada de “Galho Fraco II” • Reprodução
Dinheiro apreendido durante a terceira fase da Operação Rent a Car, batizada de “Galho Fraco II” • Reprodução

PF (Polícia Federal) deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a terceira fase da Operação Rent a Car, chamada de "Galho Fraco II", que aprofunda as investigações sobre o uso de recursos oriundos de cota parlamentar na contratação de uma empresa de locação de veículos.

Os agentes da PF cumprem medidas judiciais no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. As ações foram autorizadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo os investigadores, há indícios de possível envolvimento de agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas no esquema de movimentação irregular de recursos públicos. A Polícia Federal também suspeita de tentativas de ocultação ou alteração de provas.

A PF investiga se houve prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.

A CNN apurou com fontes ligadas à investigação que entre os alvos da nova fase estão operadores da fraude, ligados ao deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara, que não foi alvo da nova fase.

Relógio apreendido durante a terceira fase da Operação Rent a Car, batizada de "Galho Fraco II" • Reprodução

Relógio apreendido durante a terceira fase da Operação Rent a Car, batizada de "Galho Fraco II" • Reprodução

Na etapa anterior, deflagrada em dezembro do ano passado, foram alvos os deputados federais Sóstenes e Carlos Jordy (PL-RJ). Agentes da PF apreenderam R$ 400 mil em dinheiro vivo na casa do parlamentar. Ele afirmou que se tratava de "recurso lícito" de venda de imóvel.

Na ocasião, Jordy afirmou se tratar de perseguição e negou irregularidades. Segundo o deputado, a locadora de veículos mantinha contrato com seu gabinete sem qualquer ilegalidade.

Tanto a ação de hoje quanto a do ano passado são desdobramentos da operação "Rent a Car", deflagrada em 2024, quando a PF cumpriu mandados contra assessores parlamentares sob a mesma suspeita de desvio de verbas para a empresa de locação de veículos. Na ocasião, o ministro Flávio Dino, do STF, negou pedido para busca e apreensão nas residências dos deputados, alegando falta de elementos suficientes.

À CNN, Sóstenes Cavalcante afirmou que se manifestará quando "tomar conhecimento do teor da decisão e ações".

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