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Pai mata filho autista de 11 anos para não pagar pensão

Um caso cruel e inaceitável na Paraíba: um pai matou o filho autista de apenas 11 anos para não ter que pagar pensão

06/11/2025 às 21h04
Por: Redação
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Polícia Civil / Contigo
Polícia Civil / Contigo

EVERTON HENRIQUE / CONTIGO
DO TERRA

A tragédia envolvendo o menino Arthur Davi, de apenas 11 anos, chocou o país nesta semana. O pai da criança, Davi Piazza Pinto, confessou à Polícia Civil ter tirado a vida do próprio filho por asfixia em João Pessoa (PB). O homem, que mora em Santa Catarina, apresentou-se às autoridades após o crime e relatou que a motivação seria financeira. Em depoimento, afirmou ter cometido o ato "por não conseguir arcar com a pensão alimentícia", que girava em torno de R$ 1,8 mil mensais.

Segundo o delegado Bruno Germano, o autor do crime afirmou que decidiu "se livrar da dívida" e viajou à Paraíba com o propósito de assassinar o filho. Após o homicídio, ele levou o corpo do menino até uma área de mata no bairro Colinas do Sul, onde o enterrou em uma cova rasa. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que a causa da morte foi asfixia por sufocação. O corpo foi encontrado dentro de um saco plástico preto, parcialmente coberto por terra, e liberado para sepultamento no último domingo (2).

Detalhes das investigações e do crime
As investigações revelam que Davi Piazza usou motoristas de aplicativo para ir e voltar do local onde ocultou o corpo. Um dos condutores, ao reconhecer o suspeito na televisão, procurou espontaneamente a polícia para prestar depoimento. Conforme o delegado Thiago Cavalcanti, responsável pelo caso, "ainda não concluímos as investigações, precisamos obter outras informações para entender toda a dinâmica do crime". O pai teria mentido à mãe de Arthur, dizendo que a criança estava bem e que viajariam juntos para Florianópolis.

A mãe, Aline Lorena, contou que o ex-companheiro insistiu em passar um tempo com o filho e que ela preparou tudo para o encontro. "Tudo foi muito combinado. Eu sentei com ele, expliquei como o Arthur era, comprei o que ele gostava de comer, arrumei a roupinha dele", relatou emocionada. Ela ainda se ofereceu para ajudar durante o período em que o menino estivesse com o pai, por conta das necessidades específicas do filho, que além de autista, também era deficiente visual.

O sepultamento de Arthur Davi aconteceu na segunda-feira (3), no Cemitério do Cristo Redentor, em João Pessoa, em meio a forte comoção. "O Arthur foi uma criança incrível. A gente batalhou a vida inteira por ele. O que aconteceu só cabe à Justiça agora", disse Aline. A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer completamente a motivação e identificar todas as circunstâncias que levaram à morte do menino.

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