Quinta, 26 de Março de 2026
22°C 31°C
Cuiabá, MT

Gilmar se manifesta após críticas por limitar impeachment de ministros

Gilmar Mendes apontou uma “excessiva politização” e lembrou que o Senado acumula 81 pedidos de impeachment de ministros do STF

04/12/2025 às 11h36 Atualizada em 04/12/2025 às 11h41
Por: Redação Fonte: Metrópoles
Compartilhe:
KEBEC NOGUEIRA/ METRÓPOLES
KEBEC NOGUEIRA/ METRÓPOLES

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), comentou nesta quinta-feira (4/12) a sua decisão que restringiu à Procuradoria-Geral da República (PGR) o poder de solicitar o impeachment de magistrados da Corte. Segundo Gilmar, há uma “excessiva politização” do assunto e um problema a ser enfrentado, já que o Senado acumula 81 pedidos de destituição, muitos deles, segundo Gilmar, feitos com base em ações legítimas dos magistrados.

A liminar de Gilmar Mendes, que ainda precisa ser votada por seus colegas de STF, causou forte reação no Congresso Nacional e críticas na imprensa e redes sociais ao ministro.

Entenda a decisão do STF

  • A prerrogativa de apresentar a denúncia no Senado, responsável por analisar impeachment de ministros do STF, passa a ser exclusiva do Procurador-Geral da República (PGR); anteriormente, qualquer cidadão poderia apresentar a denúncia.
  • O quórum necessário para o Senado receber a denúncia (iniciar o processo) passa a ser de dois terços (2/3) dos senadores; antes da liminar, bastava a maioria simples dos senadores.
  • Ficam suspensas regras que previam o afastamento automático do ministro de suas funções e o corte de um terço (1/3) de seus vencimentos após a admissão da denúncia.

“Essa questão, como vocês sabem, vem sendo discutida no Brasil nos últimos tempos de maneira intensa. Em geral, tem o foco em questões judiciais, aquelas tomadas por juízes no exercício de suas funções. Portanto, há uma excessiva politização dessa temática”, declarou o ministro Gilmar Mendes em um painel sobre segurança jurídica realizado pelo portal Jota nesta quinta.

Gilmar também salientou que a Lei do Impeachment é de 1950 e precisa se adequar à Constituição de 1988. “Veio a (Constituição) de 1988, que enfatiza a autonomia do Poder Judiciário. A discussão que se coloca é que essas disposições da lei foram recepcionadas pelo ordenamento institucional de 88. No mundo todo, as pessoas discutem o mau uso político para interferir indevidamente no Poder Judiciário”, afirmou o magistrado do STF.

O ato de Gilmar causou uma nova crise institucional entre o Congresso Nacional e o Supremo. O ministro, entretanto, disse que, antes de tomar a decisão, pediu manifestações da Advocacia-Geral da União (AGU), do Senado Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Cuiabá, MT
25°
Tempo nublado

Mín. 22° Máx. 31°

26° Sensação
2.06km/h Vento
89% Umidade
100% (10.62mm) Chance de chuva
06h49 Nascer do sol
18h50 Pôr do sol
Sex 29° 21°
Sáb 33° 21°
Dom 34° 21°
Seg 34° 21°
Ter 34° 21°
Atualizado às 18h01
Economia
Dólar
R$ 5,24 +0,14%
Euro
R$ 6,04 -0,07%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 382,016,12 -2,97%
Ibovespa
182,732,67 pts -1.45%