
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou, nesta terça-feira (12), que não há indícios de um surto mais amplo de hantavírus, embora não tenha descartado a possibilidade de novos casos da doença nas próximas semanas.
“No momento, não há sinais de que estejamos vendo o início de um surto maior, mas, é claro, a situação pode mudar e, dado o longo período de incubação do vírus, é possível que vejamos mais casos nas próximas semanas”, declarou Tedros Adhanom Ghebreyesus.
De acordo com a OMS, nove dos 11 casos confirmados são da cepa Andes do hantavírus, uma variante rara que pode ser transmitida entre pessoas em situações específicas de contato próximo.
A doença costuma provocar sintomas como febre, calafrios e dores musculares, mas pode evoluir para insuficiência respiratória grave. Ainda segundo a OMS, os sintomas podem surgir entre uma e oito semanas após a exposição ao vírus.
No mesmo dia da atualização da OMS, a Espanha confirmou mais um caso ligado ao navio turístico MV Hondius. A embarcação, que percorria uma rota entre a Argentina e a Antártida, passou a ser monitorada de perto após o registro dos primeiros infectados.
Uma passageira espanhola evacuada do cruzeiro testou positivo para hantavírus após entrar em quarentena em um hospital militar em Madri.
Segundo o Ministério da Saúde espanhol, a paciente apresentou febre e dificuldade para respirar, mas segue estável e “sem deterioração clínica evidente”.
Ela está entre os 14 espanhóis retirados do navio no domingo (10). Até o momento, os demais passageiros testaram negativo para a doença.
Nos últimos dias, diferentes países organizaram operações de evacuação e repatriação de passageiros.
Ao todo, 87 passageiros e 35 tripulantes deixaram o navio em Tenerife, na Espanha, utilizando equipamentos de proteção completos.
Desde o início do surto, três pessoas morreram: um casal holandês e um cidadão alemão.
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