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Rogério Marinho critica gestão fiscal e aponta aumento da dívida pública

O senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou em pronunciamento na terça-feira (19) a política fiscal do governo. Ele citou reportagem que aponta gast...

20/08/2025 às 09h31
Por: Redação Fonte: Agência Senado
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 - Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
- Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou em pronunciamento na terça-feira (19) a política fiscal do governo. Ele citou reportagem que aponta gastos de R$ 387 bilhões fora da meta fiscal e disse que o governo Lula atribui a maior parte desse valor à gestão anterior.

>— São dois anos e seis meses de um governo que tem um retrovisor muito maior do que um para-brisa, um governo que não consegue administrar o país de maneira adequada, que não tem compromisso com a questão fiscal, que nos tem levado à beira de um precipício, e de uma forma absolutamente anunciada — declarou o senador, que é líder da Oposição.

Marinho afirmou que, segundo o Ministério do Planejamento, em 2027 o país pode não ter recursos para bancar o piso da saúde e da educação nem para investimentos em infraestrutura. Ele acusou o Executivo de não adotar medidas para conter o desequilíbrio fiscal e comparou a situação ao período de 2014 e 2015, quando houve aumento do déficit público.

O senador também contestou declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, segundo o qual o governo anterior maquiou as contas públicas ao postergar o pagamento de precatórios que venciam até 2022. Rogério Marinho disse que, no fim do governo Jair Bolsonaro, havia um acordo aprovado pelo Congresso para pagamento escalonado, mas a atual gestão desfez o modelo e elevou os gastos imediatos. O parlamentar criticou a proposta do governo para a nova PEC dos precatórios e disse que o Executivo amplia despesas fora do limite fiscal com objetivos eleitorais.

— Em vez de falar a verdade e assumir a responsabilidade, com quase três anos de mandato, continua de costas para a responsabilidade fiscal, fazendo com que os juros do Brasil sejam os maiores do mundo — concluiu.

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